Apoio Mútuo

Mudanças sérias precisam acontecer

Categoria: Coronavírus (COVID-19) Page 2 of 8

Como Reproduzir Ações Solidárias na sua Quebrada – E cozinhar para 55 pessoas!

DICAS PARA REPRODUZIR AÇÕES SOLIDÁRIAS NA SUA QUEBRADApor Coletivo Kasa Invisível

O apoio mútuo é fundamental para a organização popular em tempo crises, como a pandemia de COVID-19, mas também para a transformação social. Reunimos algumas dicas para quem pretende reproduzir ações solidárias para distribuir alimentos e itens de higiene para pessoas em maior vulnerabilidade. Descentralize, difunda e mobilize outras pessoas e grupos. Solidariedade não é caridade, é ação direta e apoio mútuo!

➯ Reúna pessoas (de 3 a 6) que se solidarizam com a proposta e assumam o compromisso;

➯ Defina como será a atuação e o que podem oferecer (rango, cestas básicas, roupas, cobertores, etc.);

➯ Crie/acione sua rede de apoio, coletivos, ONGS’s, pastorais, movimentos, sindicatos e pessoas que podem apoiar mesmo que diretamente nas ações, podendo ajudar com grana ou doações de materiais;

➯ Escolha um ponto de encontro, um local para receber e processar as doações, preparar o rango e um número máximo de pessoas para estar no ambiente de forma segura, com máscaras e sem causar aglomeração, respeitando uma distância de alguns metros;

➯ Pense no alcance possível para a ação e nas questões logísticas, dia, hora, quem faz o quê, periodicidade;

Na Kasa Invisível, temos feito kits de higiene com doações de máscaras, água, sabão, escova e pasta de dente, absorventes e panfletos informativos sobre cuidados na pandemia, as medidas de higiene básicas e sobre o auxílio emergencial. Junto desse kit, entregamos também uma marmita. Abaixo, uma receita de feijoada vegetariana e de como montar uma ação de distribuição.

COMO COZINHAR PARA 55 PESSOAS – 50 marmitas + 5 amigues preparando

Utensílios necessários:

☼ 1 tábua, 1 faca, 3 colheres grandes, 1 concha.3 bacias grandes.2 panelas grandes e 1 caldeirão.3 panelas de pressão 4,5L
Receita e preparo:
(arroz, farofa de legumes e feijoada veg)

☼ 5kg de arroz.2kg de farinha de mandioca.3kg de feijão.tempero pronto (alho&sal).3 abobrinhas médias.3 berinjelas médias.12 batatas médias.3 beterrabas médias.2 cebolas grandes.8 cenouras médias

Farofa:

Numa das panelas grandes: óleo, meia cebola até dourar, tempero pronto, adicione a metade das cenouras e das beterrabas raladas, frite um pouco, adicione 1kg de farinha de mandioca e mexa até ficar uniforme. Repita o processo com o outro 1kg de farinha e cebola e legumes ralados. Armazene na bacia grande até a montagem das marmitas.

Feijoada Vegetariana:

Deixe de molho o feijão 10 a 12h antes. Troque a água e cozinhe 1kg em
cada panela de pressão.No caldeirão: óleo, uma cebola picada até dourar, tempero pronto, adicione as berinjelas, abobrinhas e as batatas em cubos, refogue até que cozinhe um pouco, adicione o feijão cozido e água até cobrir e ferva até terminar de cozinhar os legumes. Pode ser adicionado aroma de fumaça, louro e outros temperos.

Arroz:

Numa das panelas grandes: óleo, tempero pronto até dourar. Adicione arroz até 1/3 da panela, água até 3/4 da panela, aguarde secar, adicione mais água se necessário. Repita o processo até terminar os 5kg de arroz. Armazene nas bacias grandes até a montagem das marmitas.

Embalagens:

✰ 50 marmitex de aprox. 700g-50 colheres-50 sacos de chup-chup
✰ Embale as colheres individualmente com os saquinhos de chup-chup.

Montagem marmitex:

♥ 2 e 1/2 colheres grandes de arroz.2 conchas de feijoada.2 colheres de farofa de legumes*sugerimos a farofa sobre o feijão para absorver um pouco do liquido e não vazar na distribuição.

Boa sorte! Compartilhe sue experiência e estimule outras pessoas a partirem também para a ação.

Nos vemos nas ruas e em segurança.
Isolamento não é inação!

Resistência é atividade essencial!

Nos Recusamos a Pagar – Um Manifesto Pela Greve de Aluguéis

Somos milhares de inquilinos e inquilinos que esta crise está deixando sem renda. Não podemos pagar o aluguel da casa onde moramos ou da empresa ou escritório onde trabalhamos. Leia nosso manifesto.

Não dá para negar que passamos por um momento estranho e delicado. Existe uma doença nova e mortal diariamente fazendo novas vítimas e os governos, do Brasil e do mundo, se debatem para evitar o colapso social, regular a economia e, quem sabe, salvar vidas. De todo o mundo, as notícias sobre o número de vítimas e as estratégias para sobreviver à pandemia não param de chegar. Espanha ocupou hotéis com pessoas sem casa, El Salvador suspendeu a cobrança de contas básicas e o Irã determinou a liberdade de mais de 70 mil pessoas encarceradas expostas a aglomeração e, logo, ao vírus.

Enquanto isso, no Brasil, distintos níveis governamentais reafirmam teorias maníacas sobre o vírus (veio do espaço, gripezinha…) e estimulam o fortalecimento do Estado policial de controle e de uma teocracia evangélica. As medidas de auxílio, em especial às pessoas mais pobres, são incipientes ou dependem de cadastramentos absurdos, e todo o sistema de governo bate cabeça sobre como lidar com os impactos da pandemia.

Apenas em uma coisa concordam: salvar a tal economia. Como se esta fosse uma princesa encerrada em um castelo, e as instâncias de governo seu príncipe encantado, mobilizam-se para salvar a economia com bilhões de reais. Os primeiros a serem socorridos de Covid19 foram os bancos. Mas as mais de 13 milhões de pessoas que moram em favelas no Brasil não sabem ainda como farão com as contas que sempre chegam, independente de sua saúde. Mais de 11 milhões de casas em São Paulo são alugadas, como serão pagos os aluguéis?

Muros entre países, muros na moradia, muros na saúde, muros na educação, muros nos cultos e culturas, muros no público. Antes mesmo da pandemia já era possível observar o empobrecimento geral das pessoas, o aumento no número de pessoas em trabalhos precários e autônomos, e centenas de vidas morando nas ruas.

Mas o vírus não vê os muros que nós vemos. Qual é a ilu$ão que mantém esses muros em pé?

Assim, nos perguntamos: o vírus que dará origem a uma crise econômica, ou a constante crise em que vivemos é que torna possível que uma doença cause tamanho número de mortes? Se houvesse acesso universal à saúde, moradia e alimentação, o Coronavírus faria tantas vítimas? Nosso verdadeiro mal, o pior vírus, é o que nos obriga a trabalhar até a morte e a pagar por todos os aspectos de nossa vida.

Assim, para que todas as pessoas estejam seguras é preciso garantir que todos e cada um de nós estejamos alimentados, seguros, em nossas casas. É preciso que quem não tem casa possa ter – ainda que nesse momento temporariamente – um teto seguro para se abrigar. Que as pessoas que vivem em aglomerações, como as pessoas presas, maioria sem julgamento e por crimes leves no Brasil, possam responder o processo em suas casas, como tantos políticos que roubam do coletivo têm direito. É preciso garantir imunidade coletiva para todas e todos.

Campanha internacional pelas 5 demandas para sobrevivência coletiva.

Desafiando a fortaleza construída em cima de nossas vidas e que nos leva somente à morte, nos recusamos a pagar a conta de uma crise que é maior que o vírus que nesse momento extermina as pessoas mais pobres. Nesse momento de vulnerabilidade, devemos reter o dinheiro de nossos aluguéis e contas, assim como bancos e governos podem arbitrariamente escolher através de sua distribuição hipócrita de riquezas quem vive e quem morre. Nos recusamos a pagar o que nunca deveria ter tido preço.

Acesse: grevedealugueis.noblogs.org

grevedealugueis.noblogs.org
Que os ricos paguem pela crise!

Aspectos dos femininos em isolamento físico – anti-poder

O assunto não é poder feminino. Nem tampouco a divisão social do trabalho entre homens e mulheres – a mais antiga que existe. Não é sobre anti-macho ou a disputa de poderes entre homens e mulheres. Aliás, estamos aqui para falar do anti-poder no feminismo e como ele combate o machismo. Estamos aqui para falar de como esse anti-poder contribui para minar os estigmas femininos e masculinos no sentido de que nossos rótulos capitalistas e liberais são colocados em xeque.

Estar em quarentena e ser mulher – claro que em ambientes não solitários, em condições que envolvem obrigações para com outros e para com si mesma, mulheres responsáveis e responsabilizadas – envolve a super atenção aos estigmas femininos de produtividade e servidão relacionadas ao gênero: permanecer bela, atraente, ser multifuncional (casa, comida, trabalho, criança e sexy) e estar disponível aos interesses masculinos, sejam eles quais forem. Comportamentos opressivos médios apresentados aqui não são os únicos presentes: há as exacerbações. Super-controles, possessividades, abusos sexuais, físicos e psicológicos são crescentes em tempos de confinamento.

Lembrem-se: a situação de isolamento físico social aumenta a ansiedade em todos os presentes, e cada um tem sua válvula de escape. Rotinas que outrora eram pontuais devido a correria do dia-a-dia, nesta situação, são a máxima, a preponderante. Aquilo que parecia pequeno e era contornado pela mulher por ela entender o machismo de seu companheiro de confinamento, com a convivência integral passa a ser maior, mais forte e mais opressor/explorador.

Há meios – pelo anti-poder – de contornar as situações do comportamento opressivo/explorador médio (ainda bem), e quiçá combater o machismo nas nossas relações. Para os casos de excesso há toda uma rede de ajuda mútua para-estatal e estatal que podem auxiliar você a sair dessa (toda forma de violência doméstica deve ser impelida a parar!). Quando falamos em anti-poder falamos de relações que fogem à máxima dos manuais de relacionamentos onde há qualquer forma de dominação. Não!! Relacionamentos não são baseados em palavras finais, ou no controle da situação. Pare de trazer as dinâmicas de poder do mundo capitalista para seus relacionamentos interpessoais.

A divisão social do trabalho e da educação entre gêneros é a primeira divisão da história da humanidade, o que não significa que sempre seguiu o molde de hoje. Divisões de trabalho podem ser fluidas, cooperativas, associativas e devem ser horizontais. Você e seus companheiros de isolamento não precisam de última palavra ou de uma lista de obrigações suas e deles, precisam de um termo comum que não faça de você uma mistura de Rosie (robô dos Jetsons), Mia Kalifa, Martha Stewart e supermãe. Todas estas funções e atividades podem e devem ser compartilhadas – inclusive o prazer mútuo. Aí vão algumas ideias de formas de fazer isso:

  • Conversem muito, distribuam as coisas conforme a dinâmica de cada um: cada um tem seu ritmo, seu padrão mínimo de higiene e de organização, cheguem ao ponto mais próximo do consenso, mesmo que ele seja transitório. A comunicação não violenta entre vocês é um bom começo;
  • Troquem afeto com as palavras e com gestos: afeto nos ajuda a combater a ansiedade, nos passa segurança. Sejam afetuosos horizontalmente (lembre-se do anti-poder), beijos, abraços, carinhos e tudo que vocês fariam em bons momentos. Fortalece os vínculos de confiança, tolerância e senso de companheirismo essenciais para sobrevivermos bem neste período;
  • Foquem nas discussões, debates com efeitos positivos: conversar sobre o que aconteceu naquela festa de 2008 não vai ajudar vocês a manter uma relação de anti-poder. Não estamos no momento de que qualquer um possa cobrar do outro – especialmente de nós mulheres – sobre comportamentos fora do confinamento. É o momento de ter conversas que sejam objetivas sobre o agora, divertidas e que não lhe atribuam mais obrigações. Diga não aos debates que trazem multitarefas. A vida do confinamento já é intensa o suficiente para você se sentir sufocada pelas obrigações coletivas;
  • Falem de sentimentos de hoje: falar de tristeza, alegria, medo, ansiedade, saudades e todos os sentimentos sobre o agora nos ajuda a lidar com eles. Ouvir nos ajuda a compreender o outro: divida na terapia, com seu bando e com seus companheiros de quarentena (estimule que eles também façam). Não seja o ouvido, seja a voz. Isso os ajuda a ter noção do que é ser você nesse tempo e em como te ajudar (caso você peça/precise);
  • Não espere proatividade de todos: somos criadas para sermos proativas e multifocais. Somos criadas para sermos ‘workaholics’ em todos os ambientes. Se não está rolando fazer algo com o que se comprometeu, peça ajuda. Explique suas dificuldades. Isso não é sucumbir à dominação, é dialogar. Muitas vezes os homens – heteros, homos, bis, cis, trans – não têm o ‘treinamento’ social que temos desde a infância e estão dispostos a ajudar mas não sabem como, o que os faz parecer inertes ou intrometidos com o que estamos fazendo. Pedir ajuda nunca é demais;
  • Tenha momentos e espaços solitários todos os dias: ficar só ajuda a compreender o que está acontecendo com você. Tome um banho demorado, uma brincadeira que te agrada, um livro, uma série só sua, uma dança no espelho, yoga, meditação… O que for confortável e prazeroso para você (Bingo do auto cuidado). Sentir prazer estando só ajuda a lidar com o coletivo, estar junto de alguém é uma escolha (sempre) não uma obrigação, isso é anti-poder;
  • Dividam a vida, mas não fabriquem novas. Momentos de prazer, lazer, sexo e afeto são excelentes para esse período, mas não precisam resultar em compulsões ou gestações. Compulsões devem ser tratadas em coletivo, o sexo não é um escape para a ansiedade. O resultado do sexo pode ser uma gestação, e convenhamos ninguém sabe o que será o pós Covid-19, o acompanhamento de uma gestação neste momento é arriscado (rompe com o isolamento) e não temos ideia de que mundo o rebento receberá para viver. Fora os hormônios! A gestação aguça sensações boas e ruins e não temos escapes externos em isolamento social. Cuide-se. Preserve sua saúde mental e física. Se há um planejamento de gestação com seu companheiro, aguardar o fim da quarentena é uma proposta para ser discutida. A saúde coletiva é o centro das nossas atenções agora, e se tornar grupo de risco para uma série de questões não é nossa melhor opção.

Se há uma crescente na relação de poder dentro de casa procure ajuda. Seja a forma de poder sob você, criança ou idoso. A violência doméstica explodiu neste período de confinamento e alguns elementos externos (como álcool), solidão (fale com seu bando), abstinências (consumo de psicoativos na quarentena ) tiram a sanidade e estabilidade mental e emocional, toda ajuda é bem vinda para seu sofrimento, crise ou angústia. Não se feche, somos um bando, peça ajuda e preservem suas vidas. 🙂

Links de ajuda disponíveis para todos os tipos de violência doméstica:

tocomelas.mapadoacolhimento.org

Acolhimentos estatais:

Doação de comida na praça da república (Grupo eu posso, São Paulo, SP)

O grupo formado por mulheres trans, chamado “grupo eu posso”, faz doação de comida na Praça da República de São Paulo que em tempo de pandemia está mais vulnerável.

A Organizadora é Sabrina Prezotte e o apoio é através de: Ag. 0237 Conta 83472-6/500 Poupança Itau Sabrina Prezotte

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=218064199451005&id=100037422787838%3Fsfnsn%3Dwiwspmo&extid=ZMGW4cIo5psvtAvzcoletivo&refid=17&_ft_=mf_story_key.647351212719789%3Atop_level_post_id.647351212719789%3Atl_objid.647351212719789%3Acontent_owner_id_new.100023347481090%3Athrowback_story_fbid.647351212719789%3Astory_location.4%3Astory_attachment_style.group%3Athid.100023347481090%3A306061129499414%3A2%3A0%3A1588316399%3A6297496289734716664&__tn__=%2As-R

[Dicas de Saúde] Como prevenir a COVID-19 com pouca água e pouco dinheiro! (Fórum de Mulheres de Pernambuco, Recife, PE)

https://www.facebook.com/forumdemulherespe/

Yoga Coletiva: apoio mútuo em tempos de Covid-19

O apoio mútuo é um dos pilares do anarquismo. E é em crises como a pandemia de COVID-19 que ele se faz mais presente e importante. Esse vídeo é um registro de como um grupo de afinidade busca manter a sua saúde mental e física através da Yoga.


Um convite de Antimídia

Antimídia está produzindo uma série de vídeos sobre ações de apoio mútuo nos territórios chamados de “Brasil”. Envie você também registros e depoimentos sobre ações semelhantes das quais você ou grupos próximos participam. Entre em contato com a Antimída: https://antimidia.noblogs.org/contato/

MÁSCARA PARA TODXS – CONTRA COVID-19 NAS FAVELAS (MileLab, Grajaú São Paulo, SP)

O objetivo dessa campanha “MÁSCARA PARA TODXS – CONTRA COVID-19 NAS FAVELAS” é arrecadar uma quantia que vai custear a compra de material como: Tecidos de tricoline, elástico, linhas, embalagens e impressão de manual de uso e cuidados. Esse material é para realizar a confecção de máscaras de proteção caseiras para doar aos trabalhadores que não podem ficar de quarentena para combater o vírus COVID-19 como caixas de supermercados, motoristas de transporte público, telemarketings, etc. E também terá a venda das máscaras para o público em geral que sentir necessidade do uso, se tornando assim uma fonte de renda alternativa para manter a marca @mile.lab que estará fazendo a confecção das máscaras. A distribuição das máscaras será realizada nos bairros do Grajaú e seus entornos – Extremo Sul de São Paulo. A procura por materiais de proteção está imensa, e causando o desabastecimento de máscaras em todos os lugares. Essa é uma opção alternativa ao uso das máscaras descartáveis, recomendada pelo Ministério da Saúde. Fazendo o uso das máscaras de tecidos que são reutilizáveis, aumenta as chances das máscaras descartáveis chegar a quem precisa com urgência, como agentes de saúde e pessoas contaminadas. E garantir a proteção dos demais trabalhadores nesses tempos de pandemia. Precisamos cuidar dos nossos, e essa foi a forma que a @MILE.LAB encontrou de ajudar sua quebrada!

https://abacashi.com/p/mascara-para-todxs—contra-covid19nasfavrlas

[Marabá/PA] Os warao precisam de sua ajuda nessa crise

Os warao são o segundo povo indígena mais populoso da Venezuela e habitam a região do Delta do Orinoco. Desde 2014 tem empreendido migrações para o Brasil em busca de melhores condições de vida, entrando no país pela fronteira de Roraima e seguindo para o Amazonas e Pará.

Em Marabá, no Estado do Pará, as famílias de refugiados warao estão morando em uma casa alugada compartilhada por cerca de 30 pessoas, e têm vivido basicamente de mendicância. Como são uma população grande confinada em um espaço pequeno, e passam uma parte de seus dias nas ruas em busca de sustento, estão em estado de extrema vulnerabilidade em relação à COVID-19. Precisamos com urgência apoiar a sobrevivência dessas famílias nesse momento de crise.

O momento exige solidariedade e apoio mútuo com o próximo, principalmente com aquelas pessoas que estão divididas e classificadas por longas cadeias de opressão e violência. Com a campanha “Os warao precisam de sua ajuda nessa crise”, a Rede de Apoio Mútuo Indígena do Sudeste do Pará conta com você para auxiliar na segurança alimentar dos warao em Marabá/PA e nas ações para proteção contra a propagação da COVID-19 nentre essas famílias.

Faça parte dessa rede de apoio! Essa campanha garantirá a aquisição de cestas básicas e de materiais de higiene e máscaras para distribuir para as famílias warao em Marabá/PA, bem como o pagamento do aluguel de suas habitações.

Quem somos

A Rede de Apoio Mútuo Indígena do Sudeste do Pará é uma cadeia de informação e apoio voltada para inspirar e fortalecer a organização autônoma de ajuda indígena em resposta à COVID-19.

Facebook: https://fb.com/apoiomutuoindigena

Vídeo da campanha no YouTube: https://youtu.be/xz-UhAH5TBQ

Favela Viva (Casa da Resistência, Feira de Santana, BA)

Iniciamos uma nova etapa das ações de solidariedade e proteção à vida do Comitê de Solidariedade Popular – Covid-19 – Feira de Santana com a campanha FAVELA VIVA, as contribuições podem ser feitas em dinheiro ou em materiais. Nosso objetivo é ampliar e tornar permanentes essas ações comunitárias, atendendo mais famílias e regiões da cidade, que sofre com a total falta de assistência. Os mais pobres são alvo de uma política genocida por parte da Prefeitura, enquanto a contaminação se espalha e os casos aumentam. Com sua contribuição nosso Comitê vai viabilizar as seguintes ações de proteção à vida:

  • Ações solidárias semanais com distribuição comunitária de kits de higiene e limpeza e alimentação em comunidades pobres, ocupações sem-teto, catadores de materiais recicláveis, com a população em situação de rua, trabalhadores/as desempregados/as, comunidade trans, presos e presas e familiares de vítimas do Estado;
  • Produção comunitária de máscaras em larga escala, em parceria com a ASCOMGA (Associação Comunitária do George Américo) e distribuição gratuita nas comunidades pobres e setores vulneráveis de Feira de Santana;
  • Compra e distribuição de Cestas Básicas para famílias vulneráveis organizadas e cadastradas pelo Comitê de Solidariedade Popular e nossas organizações comunitárias;
  • Montagem de uma Cozinha Comunitária na Casa da Resistência para ampliar a produção e distribuição de refeições;
  • Equipe comunitária de desinfecção, com EPIs adequados (pulverizadores, macacão, máscara de gases, etc.) e materiais de desinfecção (quaternária de amônia, hipoclorito, etc.) para ações de desinfecção em nossos territórios;
  • Produção de informação comunitária, com boletins em áudios, impressos e cartazes sobre cuidados com a saúde e proteção contra a Covid-19;
  • Campanha de agitação e propaganda pelo Fora Bolsonaro e de denuncia contra a política genocida dos governos e capitalistas e ampliação da auto-organização comunitária e da ação direta popular para exigir dos governos, também por meios judiciais, a aplicação das medidas sanitárias e sociais necessárias como descritas no nosso Programa pela Vida;
  • Lançamento dos livros Marighella: Estratégia e Revolução e Minimanual do Guerrilheiro Urbano de Carlos Marighella, em parceria com o Editorial Adandé, com toda a venda revertida para as ações solidárias e cestas básicas.

As doações podem se feitas em dinheiro em Banco do Brasil Agencia 4481-4 Conta Corrente 8068-3 (CPF 032.366.635-37) ou em materiais na Casa da Resistência (Rua César Martins da Silva, 35, Centro) ou entrando em contato por 75.98107-5552 ou @casadaresistencia.

Leia e divulgue o Programa pela Vida com medidas sanitárias e sociais urgentes e planejamento estratégico para combater o Covid-19 e evitar milhares de mortes em Feira de Santana, em bit.ly/ProgramaPelaVidaFeira

Leia nosso Comunicado de março/abril de 2020 “Defenestrar Bolsonaro, criar uma Alternativa Revolucionária de Poder do Povo”, que pode ser baixado em formato de fanzine, em bit.ly/FanzineCSP

Veja o primeiro balanço do Comitê de Solidariedade Popular, em bit.ly/BalancoComite

Máscaras Solidárias (Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, POA, RS)

No RS, é obrigatório o uso de máscaras de proteção contra o Coronavírus, seja na rua ou no transporte coletivo. Mas não é todo mundo que pode comprar máscaras para si e para sua família. Por isso, lançamos a campanha Máscaras Solidárias, pois proteger a própria saúde e de quem nos rodeia é um direito de todas e todos.

Quer colaborar?

Acessa o link e faça sua doação:
http://vaka.me/1050269

A ideia é arrecadar dinheiro para a confecção do maior número de máscaras possível, priorizando o serviço de costureiras/os autônomas/os, cooperativas têxteis e pequenas empresas, nesta ordem, para ajudar na geração de renda do povo.

As máscaras serão distribuídas entre a rede de organizações, coletivos e associações parceiras do Ateneu, de acordo com a demanda e a urgência de cada parceiro, na região de Porto Alegre. Solidariedade é ação, é mais que palavra escrita!

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