Apoio Mútuo

Mudanças sérias precisam acontecer

Autor: Baderna James Page 2 of 3

[Saúde Emocional] Ligue para o teu bando

Boas conversas podem ser um fator determinante para manter vínculos com suas amizades e compas.

Conhecer as pessoas é a principal ferramenta para manter a organização, mobilização e a motivação de qualquer projeto; e claro, também para toda situação que preserve os laços e fortaleça a confiança mútua nestes tempos de isolamento social. Mas o que fazer quando não é possível estar presencialmente? Manter vínculos é fundamental mesmo diante da difícil realidade e da complexidade dos momentos que estamos vivenciando com a epidemia do Novo Coronavírus. Contar com nosso bando para compartilhar problemas e buscar soluções coletivas, sem ignorar a subjetividade de cada pessoa. O isolamento social não pode servir de justificativa para desfazer os compromissos que temos entre nossas amizades e compas.

Esse artigo busca incentivar conversas frutíferas com as pessoas que você não pode estar perto. Conversas humanas que sigam um fluxo natural e criem oportunidades para brotar ideias férteis e que respeitem nossas emoções e sensibilidades. Dedique alguns minutos para pensar um pouco sobre a importância de tornar os vínculos mais fortes entre monas, minas e manos que tocam projetos com você.

Ter alguém para conversar é muito bom. Mas antes de mais nada, tente saber se é possível fazer uma ligação ou se está havendo alguma dificuldade com a pessoa com quem quer conversar; pois lembre-se que ainda que muitas pessoas estejam em isolamento social, isto não significa que elas estejam absolutamente disponíveis o tempo todo. Em todas as casas as rotinas e os horários mudaram. Sabemos que você está ligando para algo realmente importante e que você se preocupa com as pessoas que compartilham de seus projetos; mas os cuidados com a saúde, estabilidade emocional e a segurança de co-habitantes é a prioridade neste momento. Busquem definir juntos qual o melhor horário e quanto tempo levará a ligação.

Algumas dicas antes de começar:

  • Se você precisa tratar de um problema em seu projeto/coletivo, antes verifique se a pessoa não está atravessando problemas maiores;
  • A ligação pretende corrigir um problema que aconteceu ou pedir ajuda para tomar uma decisão? Antes de jogar todas as questões, perceba se os dilemas envolvidos estão evidentes e entendidos;
  • Se o problema é com outra pessoa do grupo, o melhor é falar com ela antes de levar a questão às demais, uma conversa franca para entender as motivações pode ser mais efetiva do que fazer especulações/fofocas com outras pessoas;
  • Compartilhar princípios é o mais importante. Quanto às ideias e posições, cada pessoa tem a sua e quanto maior for a diversidade de ideias e opiniões, melhor para o grupo. Ninguém precisa pensar exatamente igual a você e isto é ótimo;
  • Lembre-se, essa é uma conversa ponto a ponto, não a revolução das massas!

Ao começar a conversa:

  • Cultive a empatia: vá com calma, seja bacana;
  • Não há problemas em entrar em detalhes, busque entender como brotam as motivações, os problemas, as ideias, como foram superados problemas anteriores e como está sendo atravessar esse momento;
  • Procure tratar um assunto de cada vez e deixe evidente sobre o que está falando. Exemplos: Quero saber como você está? / Você me ajuda a tirar uma dúvida? / Preciso tomar uma decisão importante e quero saber o que você pensa / É necessário corrigir um problema e talvez você queira ajudar;

Durante a conversa:

  • Não é o momento de exigir um compromisso, as pessoas estão com medo, sentindo-se sozinhas e cheias de incertezas, quem puder se comprometer em apoiar alguma decisão importante ou pegar alguma tarefa pra si fará isso durante a conversa se estiver afim, não fique perguntando se ela pode isso ou aquilo, a menos que ela se ofereça para contribuir;
  • Ainda que você tenha alguma liberdade pra isso, não faça perguntas sobre finanças, relacionamentos ou tratamentos de saúde. A menos que este seja o tema principal de sua ligação e você possa contribuir efetivamente para mudar algo;
  • Busque promover um caminho de descobertas, mesmo que você tenha algumas respostas, incentive a pessoa a responder sobre as próprias perguntas;
  • Cada pessoa tem a sua motivação para participar de um projeto. Preservar e alimentar essa motivação é mais importante do que ela fazer exatamente o que você espera dela;
  • Às vezes as emoções podem transbordar, permita que essa seja uma experiência positiva;
  • Procure não encontrar culpados, o objetivo é encontrar soluções;

Antes de encerrar:

  • Lembre-se de retomar alguma pendência ou apresentar o andamento das questões de conversas anteriores;
  • Repita os pontos mais importantes que você entendeu e confirme se suas impressões estão de acordo;
  • Certifique-se se a pessoa está disposta a aceitar outras ligações e combine o melhor horário;
  • Não esqueça de agradecer pelos bons momentos de conversa.

O objetivo é ouvir outra pessoa, saber seus sentimentos, ideias e preocupações. Não é necessário ligar para todas as pessoas do seu grupo no mesmo dia, faça um pequeno planejamento para conciliar o tempo que você tem disponível e as prioridades de cada conversa. Esse é o momento em que todo apoio emocional é necessário e bem-vindo.

Adaptado de Philadelphia Tenants Union’s COVID-19 Organizing Guide

Repositório Open Data Brazil: Covid-19

Todos sabemos que neste momento estamos enfrentando uma das maiores pandemias vividas pela humanidade e no Brasil o cenário é completamente alarmante; temos um chefe de estado que trabalha apenas em interesses da classe dominante, e esta por sua vez, não quer deixar a roda do engenho parar, mesmo que isto custe a vida de milhares de escravos.

Para aqueles que tenham interesse em desenvolver alguma solução com dados abertos uma alternativa é o repositório de código aberto da comunidade brasil.io, o projeto centraliza links e dados sobre boletins de números de casos das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) sobre os casos de covid-19 no Brasil, além de outros dados relevantes para a análise, como óbitos registrados em cartório.

O repositório esta disponível no github e já conta com 167 commits, 3 branches, 8 contributors e trabalha com a licença do código é LGPL3 e dos dados convertidos Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual.

Depois de coletados e checados os dados ficam disponíveis de 3 formas no Brasil.IO:

  • Interface Web (feita para humanos)
  • API (feita para humanos que desenvolvem programas)
  • Download do dataset completo

O projeto conta com uma boa documentação e ainda um FAQ para dúvidas. Para auxiliar nas decisões, normalização e checagem dos dados o projeto também conta uma metodologia de coleta de dados.

E se você ainda quiser contribuir para o projeto é possível colaborar em várias frentes:

  • Criando programas (spiders) para extrair os dados automaticamente;
  • Coletando links para os boletins de seu estado;
  • Coletando dados sobre os casos por município por dia;
  • Entrando em contato com a secretaria estadual de seu estado, sugerindo as recomendações de liberação dos dados;
  • Evitando contato com humanos;
  • Lavando as mãos várias vezes ao dia;
  • Sendo solidário aos mais vulneráveis.

Logo, se você me perguntar se confio nos números que dizem respeito a pandemia no Brasil, eu lhe direi com toda certeza que não, os números de testes realizados no país não são suficientes para mensurar a dimensão do problema e o número oficial de casos não é real. É muito óbvio que é mais uma tática de manter a classe trabalhadora produzindo e jogá-la à própria sorte, pois sabemos bem que políticas neoliberais estão atentas apenas às cifras.

Espero que esse artigo seja útil e que sigamos juntos construindo mecanismos de mudanças sociais através de softwares.
Que a força esteja com vocês.

@andreczip
Engenheiro de software, artesão de bits e pai da Luz.

Uma conversa sobre álcool e isolamento social

netflix e cerveja

Sim, estamos com muita ansiedade! Nesse período de isolamento social é possível perceber que muitas pessoas estão em suas casas preservando a saúde e evitando contatos sociais e isto é ótimo. Porém, quando vemos as chamadas redes sociais percebemos as amizades tomando outras coisas além de precauções.

Com as perdas substanciais nas vendas do setor de bebidas alcoólicas no período da pandemia do novo coronavírus, muitos eventos de transmissão ao vivo são patrocinados pela indústria cervejeira. É possível ver imagens de suas amizades na frente da Smart TV com o copo de goró na mão, ou ostentando garrafas e rótulos como se fossem troféus. A indústria vai investir pesado para que essas fotos se tornem ainda mais comuns. É preciso lembrar que consumo e privilégios estão diretamente relacionados, dentro ou fora de qualquer período de pandemia. O grande capital depende do seu consumo: desobedeça.


Saúde mental e estabilidade emocional

Por favor, lembre-se que sua saúde mental é tão importante para você descobrir e vivenciar esse novo momento da vida, quanto para aquelas pessoas que compartilham a moradia contigo e também para todas nós que precisamos da sua ajuda, suporte, disposição e estabilidade emocional. Teremos pela frente tempos muito difíceis e precisaremos que militantes, ativistas, camaradas, companheiras e compas estejam cientes, alertas das necessidades e unidas em solidariedade. Sem paranoia e sem indiferença com as pessoas que mais precisam da mobilização de quem está em segurança.

Frequentemente, quando alguém consegue escapar do papel de trabalhador/consumidor, a bebida se faz presente lá, um remanescente teimoso de nosso tempo de lazer colonizado, para preencher o promissor espaço aberto. Livre dessas rotinas, poderíamos descobrir outras formas de usar o tempo e energia e buscar prazer, formas que poderiam provocar riscos ao sistema de alienação.

Anarquia & Álcool, Crimethinc, pág. 14.

Álcool como recompensa

Sabemos que a bebida está diretamente associada as interações sociais que fazem falta para muitas pessoas nesse momento. Pois é tomando o “gole” que se encontra as amizades na rua, em frente aos bares e muitas vezes despertam os corpos para outras formas de encontros. E com o isolamento social devido a pandemia do COVID-19 essas interações sociais se tornaram praticamente impossíveis. Não há rua, bares ou corpos para interagir de modo totalmente seguro. E o que resta dessas lembranças da “normalidade” é o álcool. Disponível no mercadinho da esquina onde se buscam os mantimentos ou direto na porta através de um “delivery”.

Para muitas pessoas, tomar uma garrafa (ou duas) depois do trabalho pode ser utilizado como uma forma de recompensa por ter de suportar a rotina, o patrão, as tarefas inúteis e o sequestro de várias horas do dia em troca de um salário precário na maioria das vezes.

O álcool na rotina das mulheres

Vale ressaltar que o consumo de bebidas alcoólicas muitas vezes é considerado como mais uma “atividade normal” dentro da rotina das mulheres. O copo cheio que aparecia no final do expediente, agora está disponível em qualquer tempo no home office. Para mulheres que são mães ou tutoras a “recompensa” pode surgir depois que as crianças dormem e “sobram” algumas horas para cuidar de si.

Conforme a pesquisa “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2020” do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA: houve um aumento de 19% no número de internações relacionadas ao uso de álcool entre as mulheres (de 85.311 para 101.902), entre 2010 e 2018, enquanto entre os homens houve uma ligeira redução de 1,1% (de 251.616 para 248.722). Entre 2010 e 2017, número de óbitos parcialmente ou totalmente atribuíveis ao álcool cresceu 15% entre as mulheres — de 13.813 mortes em 2010 para 15.876 em 2017. Entre as mulheres com 55 anos ou mais, houve aumento de 29%.

Você bebe porquê merece?

Essa conversa não é sobre o problema de tornar o álcool um hábito. A pergunta que precisamos fazer é se você precisa beber todos dias durante o isolamento social?

Ninguém deseja uma existência maçante e monótona, muito menos quando você precisa passar muitas horas com você mesma, ou convivendo com outras pessoas 24 horas por dia. É difícil lidar com uma verdadeira montanha-russa de emoções. Muitas pessoas tem evitado de acompanhar as notícias e isso pode realmente ser bem estressante. Mas ignorar a realidade dos fatos e o sofrimento das pessoas que estão compulsoriamente envolvidas em condições sanitárias, ambientais, econômicas e políticas absolutamente diversas é insensível ou desumano.


Auto-isolamento social e solidariedade

O capitalismo absorveu boa parte da luta contra o tédio na sociedade de consumo, a sociedade do consumo provê uma gama de produtos e nichos de distração constante jamais vista antes. Novos produtos como jogos eletrônicos massivos e redes sociais ao vivo envolvem altos níveis de participação individual e estimulação dessazonalizada. Por isso é importante pensar sobre como você está utilizando o seu tempo.

Utilize o tempo que você dispõe para exercer a solidariedade na sua vizinhança, para fortalecer campanhas on-line de arrecadação de recursos financeiros e todas as atividades de camaradas, companheiros e compas que buscam atender as necessidades mais básicas das pessoas nesse momento tão difícil.

Você sabia que com a grana de um “fardo de latinhas” dá para comprar uma caixa com 50 pares de luvas cirúrgicas? OK, você não quer ouvir falar sobre isso. Mas é preciso ser dito. Não estamos numa festa, não estamos de férias, estamos diante da maior emergência humanitária do século 21.

Não depender do álcool para obter alegria, prazer e êxtase é simples. Existem vários modos de compreender o tempo neste período. Você pode: afinar seu violão, voltar a desenhar, escrever um zine, fazer pão, ler um pouco. Tente desligar-se das telas por um tempo. Faça anotações sobre como estão os seus dias, crie um manifesto, desenvolva uma rotina de exercícios físicos e/ou meditação, converse com as pessoas que compartilham a moradia contigo para trocar experiências, impressões e táticas para enfrentar esse momento; peça e aceite cuidados.

A Organização Mundial da Saúde publicou um guia com cuidados para saúde mental durante pandemia de onde podemos destacar a seguinte recomendação:

Cuide de você. Tente utilizar métodos para lidar com a situação como fazer pausas e descansar entre os seus turnos de trabalho e até mesmo tirar um momento dentro do expediente. Tenha atenção ainda aos seus alimentos para manter uma dieta saudável, fazer exercícios físicos e ficar em contato com a família e com os amigos.

Evite formas errôneas de lidar com o estresse como o uso de tabaco, álcool ou outras drogas. A longo prazo, eles pioram o seu bem-estar físico e mental. Este é um cenário sem precedentes para muitos trabalhadores especialmente aqueles que nunca participaram de respostas semelhantes a uma crise ou pandemia. Para os que têm alguma experiência, tente utilizar o que deu certo no passado e que pode ser útil de novo. Você pode conseguir reduzir o estresse. Não estamos numa corrida, esta é uma maratona.

OMS

A recomendação utilizada pela OMS é para profissionais de saúde em atividade no enfrentamento ao Novo Coronavírus, mas serve igualmente para as pessoas em isolamento social. Uma boa reflexão sobre como estão sendo utilizados os recursos financeiros disponíveis e os tipos de entretenimento e uso do tempo são bem importantes.

Queremos que você fique em casa, e que o privilégio dessa escolha possa proporcionar um período significativo de grandes transformações na sua forma de articular os afetos, de compreender os significados daquilo que é realmente importante para você, para as pessoas próximas, para uma ideia de comunidade e para uma outra forma de compreender o mundo.

Mudanças sérias precisam acontecer,
precisamos de você.


Leituras recomendadas


Algumas notícias sobre Álcool e isolamento social

Assine o Jornal Boca de Rua on-line e apoie moradores de rua (Boca de Rua, POA, RS)

Prezados leitores,

Apesar de sermos moradores de rua e termos dificuldade em seguir as recomendações médicas, estamos na luta contra a COVID-19. Por isso, transformamos o Boca em jornal virtual apenas nesta fase de isolamento social. Em 19 anos, é a primeira vez que uma edição do jornal não vai ser vendida diretamente por nós.

Para receber em seu computador ou celular, é só fazer uma assinatura social neste link:
https://forms.gle/t2dsfkJTpK4BfXzB8.

Além de ficar sabendo informações que a mídia não divulga, você estará contribuindo com nosso trabalho, pois o valor das assinaturas será distribuído entre todos os integrantes, como forma de pagamento da coleta de notícias/imagens e também da organização das reportagens.

Seu apoio é mais importante do que nunca porque a maioria de nós perdeu as principais fontes de renda como guardar carros, catar material reciclável, produzir o pão da Amada Massa e vender o Boca, entre outras. Muitos, inclusive, já tinham saído da rua, mas agora não conseguem pagar os aluguéis e estão voltando. Quando tudo normalizar, estaremos de volta para vender os jornais de mão em mão, porque o contato com vocês é muito importante para nós.

Agradecemos imensamente o Mnpr/rs – Movimento Nacional da População de Rua – Rio Grande do Sul, a prof. Maria Gabriela Curubeto Godoy e os Amigos Da Terra Brasil/RS pela colaboração fundamental nesta situação.

Muito obrigado e até breve!

Equipe do jornal Boca de Rua

Coronavirus Tech Handbook

Um repositório colaborativo que fornece manuais, guias e dados em diversas áreas do conhecimento. Com muitas informações necessárias para entendermos as questões relacionadas à emergência global do Novo Coronavírus.

É difícil obter uma tradução exata para o nome desse repositório, pois podemos chama-lo de Manual Técnico do Coronavirus, ou Manual Tecnológico do Coronavirus. Tenho certeza que essa curiosa ambiguidade vai te surpreender quando você acessar o site.

Infelizmente a maior parte do conteúdo do repositório está disponível somente em inglês, mas muitas pessoas já estão se esforçando para fazer traduções em diversos idiomas, inclusive o Português falado no Brasil.

O site é uma ferramenta muito simples, bastante parecido com um arquivo do Google Docs, EtherPad e outros tantos que as pessoas que contribuem em projetos online já conhecem. É uma espécie de PAD do Coronavírus, já que recebe uma quantidade gigantesca de informações e colaborações simultâneas sobre a pandemia e ninguém precisa de grande conhecimento técnico para utilizar o repositório.

É lógico que há um preço à se pagar pela simplicidade, nem tudo é tão fácil quanto se imagina quando se tem milhares de acessos simultâneos. Pode acontecer das pessoas serem obrigadas a esperar um tempinho até a ferramenta carregar completamente. Mas vale a pena conferir todos os conteúdos relacionados ao COVID-19 disponíveis no site: cuidados médicos, epidemiologia, isolamento social, engenharia, voluntariado, tecnologia e outros tantos.

Evidentemente, todo o conteúdo está disponível como código aberto e qualquer pessoa pode utilizar para combater à desinformação, criar infográficos sobre a disseminação da epidemia, divulgar cuidados e protocolos de segurança (ao fazer compras no supermercado por exemplo), como aproveitar ao máximo o tempo em casa, desenvolver uma ferramenta de atualização em tempo real sobre o andamento de pesquisas científicas que estudam o vírus, instruções técnicas para configurar um respirador pulmonar e até mesmo os famosos arquivos para impressão 3D de diversos itens úteis nas emergências e unidades de tratamentos intensivos.

Algumas das seções são extremamente úteis para alertar-nos sobre a necessidade de reforçarmos nossas ideias sobre cultura de segurança digital ou ao organizar reuniões através de aplicativos e o uso de redes sociais para questões de organização de coletivos.

Mas o mais encantador desse projeto não é o seu nome maneiro, claro que não, mas é a forma com que, apesar das duras perdas e adversidades, essa pandemia será capaz de criar vínculos entre a medicina, profissionais da saúde, pesquisadoras acadêmicas, hackers e a sociedade civil capazes de mudar substancialmente a forma com que utilizamos aquilo que chamamos de tecnologia, dados públicos, conhecimento acadêmico e comunidade.

Para conhecer acesse: coronavirustechhandbook.com/br


Esse artigo foi criado tendo como referência essa entrevista no Techworld.

Antimídia: O Que é Apoio Mútuo?

Assistir em Sub.Media

Em um mundo dominado pela incessável competição capitalista, onde as pessoas são incitadas a trabalhar umas contra as outras, anarquistas oferecem uma visão de mundo diferente: Apoio Mútuo.

Primeiro vídeo da série A de Anarquia produzida pelo coletivo Submedia a ser traduzido para o português pela Antimídia.


O Que é Apoio Mútuo?

Chamado Solidário Contra o Covid-19 (Kasa Invisível, Belo Horizonte, MG)

Em meio à crise sanitária e econômica devido à pandemia do coronavírus, é preciso seguir em ação direta solidária e apoio mútuo com nossa comunidade, outras ocupações e pessoas em situação de rua no nosso entorno.

As seguintes doações URGENTES são bem-vindas:

  • Materiais de higiene e limpeza, principalmente sabonete, detergente, sabão em pó, água sanitária, fraldas descartáveis, absorventes, etc;
  • Materiais de proteção e EPIs, como luvas, máscaras e álcool em gel, (tanto para compor os kits quanto para usarmos nas coletas e distribuição de materiais);
  • Cestas básicas, alimentos não perecíveis, água mineral, remédios.
  • Doação em dinheiro por transferência ou depósito na conta¹:
    Banco Inter (077 – Banco Intermedium S.A.); Conta 17416612; Agência 0001-9 Henrique M. F. Correa.

Como será feito o repasse:

As doações serão repassadas através de kits de alimentação e higiene, destinadas inicialmente para famílias das ocupações e pessoas em situação de rua em nossa região (Lourdes-Centro, Raul Soares).


Replique! Mobilize seu bairro! Fortaleça sua comunidade!

Ainda são necessários diversos materiais e móveis para compas da nova ocupação que surgiu na vizinhança²:

. COLCHÕES
. CAMA (preferencialmente de casal)
. GELADEIRA
. FOGÃO
. UTENSÍLIOS DE COZINHA
. PRODUTOS DE LIMPEZA
. ELETRODOMÉSTICO
. ROUPA INFANTIL (mas./fem.)
. MATERIAL DE CONSTRUÇÃO


¹A prestação de contas dos materiais comprados e ações serão feitas regularmente nas nossas páginas do Instagram e Facebook.
²(Há mais de um ano uma nova ocupação surgiu ao nosso entorno. Por segurança, daremos mais detalhes apenas no futuro.)

Rede Solidária do MLB (Belo Horizonte, MG)

Rede de solidariedade para arrecadação de fundos e compra de cestas básicas e material de higiene para as famílias das favelas e ocupações urbanas de Belo Horizonte e RMBH durante a pandemia de Covid-19.

Com a ameaça crescente do novo coronavírus e o consequente agravamento da situação para inúmeras famílias pobres e que moram em situações vulneráveis, nós, do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas iniciamos em março uma campanha de solidariedade e arrecadação em dinheiro, alimentos, material de higiene e limpeza para atender mais de 15 comunidades carentes em várias regionais da cidade e região metropolitana.

Acesse a Vakinha e contribua: https://vakinha.com.br/vaquinha/rede-solidaria-do-mlb

Solidariedade é mais que palavra escrita (Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, POA, RS)

Em tempos de crise, quem sente na carne é a população mais pobre, seja pela falta de investimentos públicos no sistema de saúde, seja pelo desemprego e a retirada de direitos. Nós, os de baixo passamos por tudo isso resistindo e estendendo os braços uns aos outros, reforçando os laços de solidariedade e apoio mútuo. Nos dias que seguem, o Ateneu Libertário divulgará iniciativas solidárias. Contamos com todas e todos para o fortalecimento desses laços e na luta pela vida digna.

Confira a lista atualiza de iniciativas solidárias no Facebook do Ateneu Libertário A Batalha da Várzea.

Comitê de Solidariedade Popular – Covid-19 (Casa da Resistência, Feira de Santana, BA)

COMITÊ DE SOLIDARIEDADE POPULAR – COVID 19
SÓ O POVO SALVA O POVO!

A crise sanitária sem precedentes aberta com pandemia do COVID-19, com tendência a ampliação e probabilidade de milhões de contaminações e mortes nas próximas semanas em todo o país, será agravada pela precariedade da saúde pública e a falta de condições adequadas para cuidar dos doentes. A agenda neoliberal e genocida com cortes sucessivos cortes na saúde, o teto de gastos da PEC da Morte, a inoperância de governos, a ganância assassina de patrões, além da condução criminosa e irresponsável do governo Jair Bolsonaro diante da crise, podem ser responsáveis por uma situação catastrófica para o nosso povo, em especial a maioria negra e pobre, moradores de favelas e comunidades que vivem em condições precárias e/ou insalubres, os presos e presas do sistema carcerário e as massas de trabalhadores precarizados obrigadas a trabalhar ou que ficaram sem condições de sustentar e alimentar suas famílias.

A situação que tende a se agravar pode matar milhões de pessoas e por isso é urgente levantar um Comitê de Solidariedade Popular para combater o COVID-19 e através do apoio mútuo e da auto-organização proteger principalmente a população em vulnerabilidade social e os grupos de risco, assim como, defender um programa mínimo de reivindicações populares e organizar as lutas para exigir dos patrões e governos as medidas necessárias para garantir a saúde e a vida do nosso povo e dignidade para que as famílias pobres e as massas trabalhadoras possam sobreviver durante esse período de crise que pode durar por meses. Não é hora de medo, desespero ou resignação, é mais do que nunca é hora de ação, solidariedade, autoproteção, cuidados e combate a desinformação, ao individualismo e egoísmo, pois só o povo salva o povo!

Por isso, desde a Casa da Resistência – FOB e nossa rede de projetos e solidariedade propomos:

  • Organizar uma campanha de doações de itens básicos de higiene, limpeza e alimentos para setores mais vulneráveis do povo que vive em favelas, comunidades pobres, ocupações e para a massa carcerária.
  • Utilizar a Casa da Resistência (rua César Martins da Silva, 35, Centro) e outros pontos comunitários para receber doações, cadastrar voluntários para fazer a coleta edistribuição, profissionais da área de saúde ou quem possar ajudar de alguma forma, além da produção e divulgação de informações sobre protocolos de segurança para evitar o COVID-19.
  • Organizar as lutas com um programa mínimo para exigir dos patrões o direito à quarentena, medidas necessárias dos governos para a saúde do povo, garantias sociais para trabalhadores/as formais, precarizados/as e desempregados/as, ligando as lutas locais ao #ForaBolsonaro.
  • O comitê tem também um caráter anticapitalista, fomentando a auto-organização e a solidariedade, propondo a superação do sistema de dominação, responsável pela degradação socioambiental que produziu essa crise, participando também das iniciativas e ações contra o governo neofascista, criminoso e irresponsável Bolsonaro/Mourão.

Militantes de movimentos e coletivos populares, simpatizantes, pessoas da área de saúde ou que possam ajudar nas coletas e distribuições, apoiar com estrutura ou outras demandas podem se voluntariar no Comitê de Solidariedade Popular – COVID 19 (Feira de Santana) e as doações podem ser feitas em nossa sede ou entrando em contato por mensagem nas nossas redes sociais em @casadaresitencia e pelo Whatsapp 75.98107-5552.

Para mais informações acesse o Facebook da Casa da Resistência

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