Apoio Mútuo

Mudanças sérias precisam acontecer

Autor: mundochixi Page 3 of 4

Rede de Apoio à Diaristas (Movimento de Mulheres Olga Benário)

Com a chegada do coronavírus e as quarentenas para se proteger do contagio,  muitas mulheres trabalhadoras foram impactadas em sua condição financeira, em especial as diaristas e autônomas que atuam nos serviços de limpeza, em camelôs, com venda de artesanato indígena ou que são cuidadoras. Desde o início de março essas mulheres foram dispensadas das casas em que trabalham ou não podem mais fazer vendas na rua e a maioria delas já está sem renda.

Por isso, o Movimento de Mulheres Olga Benario deu início à campanha de Rede de Apoio a Diaristas que tem por objetivo arrecadar mantimentos, montar e distribuir cestas básicas e kits para mulheres e seus filhos.

Para doar, basta entrar na plataforma Apoia.se e escolher um valor. A doação pode ser única, a partir de R$ 20,00, ou mensal, a partir de R$ 1,00.

Campanha: apoia.se/apoioadiaristas

Campanha para apoio às pessoas LGBTI+ em situação de vulnerabilidade (Grupo Arco Irís, Rio de Janeiro, RJ)

A pandemia de coronavírus é grave para todas e todos. Para pessoas LGBTI em situação de vulnerabilidade social e econômica, a crise é ainda maior. Por isso, o Grupo Arco-Íris, ONG que atua no Rio de Janeiro na promoção da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transsexuais e intersexo, está promovendo a campanha batizada LGBTI+ X Corona.

Nossa bandeira nos une que reúne um conjunto de estratégias prioritárias para o enfrentamento do novo coronavírus, como o apoio emocional e a articulação de uma rede de proteção social, além da disseminação de informações de fontes seguras sobre as formas de prevenção específicas para a comunidade LGBTI+.

De forma prática, a campanha visa a arrecadar cestas básicas, material de higiene e água mineral para a comunidade, especialmente pessoas trans.“Desde que a recomendação de isolamento social teve início, o Grupo Arco-Íris vem desenvolvendo diversas repostas para a comunidade LGBTI+ no Rio de Janeiro.

Muitas pessoas têm nos procurado com demandas de caráter emocional e, principalmente, situações mais graves como a falta de qualquer alimento. É angustiante saber que alguém está passando fome. Isso gerauma tristeza e desespero imensos em qualquer pessoa, mas logo vem um sentimento de que é necessário resistir e buscar alternativas” comenta Almir França, presidente do Grupo Arco-Íris. Segundo Cláudio Nascimento, coordenador executivo da ONG, em três dias o cadastro social realizado pelo Grupo Arco-Íris para organizar as informações sobre quem está em busca de ajuda e quais são as suas principais necessidades registrou mais de 500 pessoas. “São pessoas LGBTI+ em situação de vulnerabilidade social, pois estão sem qualquer trabalho ou fonte de renda. Estamos totalmente mobilizados para buscar articulações para oferecer alimento e conforto emocional para essas pessoas. Sabemos que esse número vai aumentar, porque todos os dias recebemos novos pedidos de ajuda. Por isso todo apoio é fundamental. Estamos buscando pessoas, empresas e setores do poder publico para se unir a essa bandeira” finaliza Cláudio.

A campanha

A campanha LGBTI+ X Corona. Nossa bandeira nos une está baseada em três pilares: combate ao coronavírus (com informações sobre prevenção específicas para pessoas LGBTI+), apoio emocional para o bem estar e saúde mental e articulação de uma rede de proteção social para orientar sobre acesso a benefícios sociais e doação de alimentos e itens de higiene.

A campanha e suas ações foram organizadas pelo Grupo Arco-Íris e desenvolvida pelo publicitário Bruno Bertani. Além da ação social, O Grupo Arco-Íris fará o apoio psicológico para LGBTI. A ação é coordenada pela diretora do Grupo Arco-Íris, que afirma a importância dessa articulação: “Estamos mobilizando uma rede de parceiros e voluntárixs para que essa ação produza resultados, ajudando quem precisa e trazendo conforto emocional e dignidade para pessoas LGBTI+.

Um exemplo é que hoje já temos 20 psicólogxs voluntárixs e disponíveis para acolhimento nas salas virtuais que criamos. Se algum profissional de psicologia quiser se associar a essa proposta, nos procure”, explica Marcelle Esteves, que é psicóloga e vice-presidente do Grupo Arco-Íris.

Pelas redes sociais da ONG é possível obter informações sobre como ajudar e como receber apoio. Empresas e qualquer pessoa que se preocupa ou simpatiza com a comunidade LGBTI também podem fazer a sua doação em dinheiro para o Grupo Arco-Íris.

Os dados bancários são:

Banco do Brasil
Agência: 0392-1
Conta Corrente: 2712-8
CNPJ 97.468.433/0001-08

Acessar: arco-iris.org.br

Com os recursos recebidos faremos compra de cestas básicas, materiais de limpeza e higiene e garantir a estrutura logística da ação. Ao final da Campanha, o Grupo Arco-Íris fará prestação de contas públicas.

Cadastro Social do Grupo Arco-Íris para cesta básica e materiais de higiene: Se você é uma pessoa LGBTI do Rio de Janeiro em situação de vulnerabilidade social e/ou está desempregada/o, em especial pessoas trans, o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI está cadastrando para o recebimento de cestas básicas e para itens de limpeza e higiene. Estamos buscando apoio de órgãos públicos, do setor privado e de pessoas que possam fazer doações às/aos LGBTI que mais precisam de nossa comunidade. Para fazer o seu cadastro para receber Cestas básicas acesse aqui: https://forms.gle/7tUBJEHGSkcxnspo6

Caso você tenha dificuldade de preencher o formulário entre em contatos com os telefones (21) 98289 – 2391 e 98863-0601. Ligar somente entre 09 às 20h.

Para outras informações e/ou doações entre em contato com os telefones: (21) 98351-8759 ou 99318-0047. Ligar somente entre 09 às 20h.

Campanha solidária Morro Santana (Grupo de Ajuda Mútua, Porto Alegre, RS)

EM CARÁTER DE URGÊNCIA, O QUE FOR ARRECADADO ESTE ANO SERÁ USADO NA PREVENÇÃO DO CORONAVÍRUS NO ENTORNO DO MORRO SANTANA

Com o avanço do covid-19 em Porto Alegre, medidas simples apontadas por médicos e especialistas como fundamentais no combate ao vírus, como lavar as mãos com água e sábado e usar álcool gel se tornam algo muitas vezes impossibilitado para várias parcelas da população. Especialmente no caso dos moradores de vilas e periferias, onde a experiência de cidade é marcada pela precariedade no acesso à serviços básicos, como saneamento básico e água encanada, a situação provocada pela pandemia pode se tornar um elemento de agravamento das condições de saúde e vida destas pessoas.

Por conta disso, iniciamos uma campanha para o recolhimento de itens de higiene apontados como fundamentais no cuidado diário para impedir a disseminação do coronavírus. Estamos solicitando doações através de nossa vaquinha online para podermos obter álcool gel, sabão líquido e outros produtos de higiene pessoal e domiciliar.

Diante dessa situação de calamidade, solicitamos a colaboração de todas e todos nessa luta não só contra o vírus, mas também contra seus efeitos sociais perversos.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-a-voz-do-morro-0f4b7ee1-243f-4e11-aede-a33faeaadb7e

Apoio Mútuo no Jaraguá/Taipas (OASL, São Paulo, SP)

Atenção: coletivos, militantes, ativistas e demais interessadas e interessados! Convidamos a todas e todos a somarem esforços conosco para enfrentarmos em nossa região mais uma calamidade que se abate contra as periferias, que é o COVID-19 ou coronavírus. Precisamos de gente para pensarmos e colocarmos em prática estratégias de arrecadação e distribuição de doações de alimentos, produtos de higiene e de dinheiro para as famílias mais afetadas e necessitadas em nossa região, assim como, desenvolver campanhas de informação e conscientização para a população. Interessadas e interessados, entrem em contato: (11) 98754-5213 (11) 94879-1918 (11) 99499-4465

Mantenham-se em casa, na medida do possível, e evitem aglomerações! Unidos somos mais fortes!

– COLETIVO DE MULHERES DA NOROESTE – REDE DE PROTEÇÃO E RESISTÊNCIA AO GENOCÍDIO – ORGANIZAÇÃO ANARQUISTA SOCIALISMO LIBERTÁRIO (OASL)

Apoie a população sem-teto moradora de ocupações (FIST, Rio de Janeiro, RJ)

As organizações abaixo assinados pedem a todas a todos de suas redes de contato para contribuir com a nossa campanha de arrecadação solidária voltada à população sem-teto moradora de ocupações. Já fizemos uma ação solidária para a Ocupação Antônio Louro, conforme já documentado, mas os mantimentos não vão durar tanto e há ainda muitas outras ocupações pela cidade que também necessitam de solidariedade. Pedimos todo o apoio possível com doações, pelos dados bancários na imagem abaixo, e com a divulgação da campanha!

SOLIDARIEDADE, LUTA E APOIO MÚTUO CONTRA O CORONAVÍRUSQUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA CRISE

Movimento de Organização de Base – RJ Resistência Popular Estudantil – RJ Mulheres na Resistência – RJ Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ/CAB)

Apoie as ações do Povo Krahô no combate ao Covid 19

A Terra Indígena Krahô é uma das maiores áreas contínuas de Cerrado preservado no país. Além da grande biodiversidade, o bioma também é conhecido como “berço das águas”, por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras. O Cerrado está ameaçado pelo desmatamento, e o povo Krahô mantém o Cerrado de pé. Nossos velhos são bibliotecas vivas. São nossos mestres e guias. Não abrimos mão da vida deles. Salve todos mēcàre! Vamos ajudar os Krahô!

Apoie: salvekraho.com

Objetivo geral

Evitar a contaminação do povo Krahô pelo COVID-19, implementando medidas de prevenção e profilaxia recomendados pelos organismos nacionais e internacionais de saúde.

O que queremos/ objetivos especificos

  1. Realizar ações preventivas à epidemia de COVID-19;
  2. Apoiar a segurança alimentar e a saúde do povo Krahô;

O que precisamos fazer

  1. Estruturar e manter duas guaritas permanentes nas duas entradas principais da Terra Indígena Krahô para monitoramento e desinfeção de pessoas e de materiais que ingressem na Terra Indígena;
  2. Conscientizar as comunidades através de palestras informativas  na língua nativa sobre as medidas de prevenção e controle da doença, na identificação precoce de sinais e sintomas;
  3. Entrega de kits para todas as 38 aldeias com materiais de proteção contra a pandemia, como máscaras, álcool gel, sabão, água sanitária e outros;
  4. Apoiar projetos de segurança  alimentar e nutricional em todas as aldeias, com entrega de alimentação complementar para garantir o isolamento das 38 aldeias Krahô.

Apoie crianças e adolescentes em movimentos sociais das comunidades da periferia (CEDECA, Fortaleza, CE)

O CEDECA (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) Ceará atua atualmente em três territórios de Fortaleza: Bom Jardim, Jangurussu/Ancuri e Pirambu. Nesses bairros, são realizadas ações de arte-educação e formação política junto a coletivos e grupos de adolescentes e jovens.

Juventude e movimentos sociais das comunidades da periferia de Fortaleza têm mobilizado iniciativas e campanhas para doação de cestas básicas e itens para higienização como forma de prevenção e auxílio às famílias mais vulneráveis que enfrentam o novo coronavírus. O CEDECA Ceará se soma a essas iniciativas e coloca à disposição da população a conta do Pay Pal para facilitar o recolhimento de doações.

Quem vai receber as doações
As doações serão destinadas a iniciativas, frentes e coletivos reconhecidos pelo CEDECA Ceará pela auto-organização e seriedade em fazer chegar o auxílio a moradores e moradoras das três comunidades que mais precisam neste momento. Haverá prestação de contas do destino das doações no nosso site.

O que o CEDECA Ceará defende para enfrentar o novo coronavírus
Além das iniciativas de doação, o CEDECA Ceará defende a revogação da Emenda do Teto de Gastos; o pagamento imediato da renda básica a quem mais precisa; a garantia dos empregos de trabalhadores e trabalhadoras; o apoio do Estado para que as famílias possam, de fato, realizar o distanciamento e isolamento sociais necessários; medidas específicas de proteção às populações mais vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes em situação de rua e em acolhimentos institucionais, como adolescentes em privação de liberdade.

http://cedecaceara.org.br/site/index.php/quero-doar/

Fundo de emergência para pessoas TRANS (Casa Chama, São Paulo, SP)

Casa Chama é uma organização civil que objetiva o fortalecimento de pessoas trans. Em 2019 foram responsáveis por 344 ações – protagonizadas por essa população. As principais linhas de ação se destacam em: formação de rede, atendimentos de saúde, projetos culturais e assistências jurídicas. Que chegou a beneficiar cerca de 4.000 pessoas diretamente.

Atualmente a organização assiste aproximadamente 50 pessoas trans de forma presencial. Em paralelo, cerca de 200 pessoas trans são acompanhadas remotamente: 90% delas residem na cidade de São Paulo, estando 85% em situação de profunda vulnerabilidade social.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/fundo-de-emergencia-para-pessoas-trans-1-3

[Material de mobilização] Vou deixar todos morrerem, tá okay? (Quilombo Invisivel)

O site Quilombo Invisível é um espaço de debate e de fortalecimento de nossas lutas cotidianas e preparou nesse material um cartaz que pode usado como lambe-lambe nas ruas (uma forma de protesto sem quebrar o isolamento social), e alguns conselhos, como itens de alimentação para ajudar a aumentar a imunidade.

Sabemos que esse vírus é uma consequência do capitalismo e suas formas destrutivas de produção, contaminando os alimentos, as águas, desmatando as florestas e levando bilhões de pessoas a viver em situações de miséria, sem as devidas condições de saúde e saneamento. Só com solidariedade, autocuidado e garantindo nossa quarentena pressionando os governos é que vamos enfrentar melhor essa crise.

Não podemos deixar que o governo e os patrões se aproveitem desse momento para tirar direitos e ampliar a repressão, queremos ficar em casa e receber os devidos recursos para isso.

Nos cuidemos para voltar para as ruas com mais raiva e força!

https://quilomboinvisivel.com/2020/04/05/material-sobre-o-covid-19/

Ajude os povos de Altamira! (Movimento Xingu Vivo, Altamira, PA)

Nós, periféricos da cidade mais violenta da Amazônia, a maioria negros, sobrevivemos com muito esforço em tempos normais. Nós, ribeirinhos expulsos por Belo Monte, costumávamos receber tudo da floresta. Hoje estamos confinados em Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUCs) nas periferias da cidade, ameaçados pela fome e pela doença, enquanto esperamos um reassentamento no reservatório da usina que nunca acontece. Nós, indígenas desaldeados, empurrados para as margens da cidade por aquilo que vocês chamam “progresso” e nós chamamos “morte”, temos ainda menos resistência a todas as doenças que vocês já trouxeram até nós. 

Nós, pobres expulsos de nossas casas perto do centro da cidade, onde ganhávamos a vida com dureza mas também com possibilidade, fomos jogados nos RUCs onde seguidamente passamos semanas sem nem mesmo água nas torneiras. Nós, que ainda moramos ao redor da Lagoa que, desde a construção de Belo Monte, transborda nas chuvas invadindo nossas casas com até metros de esgoto e de lixo, lutamos contra todos os vírus e bactérias e ainda contra a fome que nos engole um pouco por dia. Agora, estamos ameaçados também por uma pandemia.

Nós somos homens e mulheres que ganhavam a vida com bicos e que desde o aparecimento do novo coronavírus não temos mais para quem vender nossos pasteis, nossas tapiocas e também nossa força de trabalho, sempre alugada a preço de quase escravo, porque já não podemos andar nas ruas. Nós somos adultos e somos crianças trancados dentro de casas apertadas demais, muitas sem saneamento básico, num calor de mais de 30 graus e com a comida desaparecendo. Nós somos os desesperados da nova peste.

Nós, mulheres e homens, adultos e crianças de Altamira, enfrentamos, neste momento, um surto de dengue que abala ainda mais nossos corpos subnutridos. E enfrentamos tudo isso num sistema de saúde pública que não recebe recursos suficientes para enfrentar nem mesmo as doenças mais básicas. Nós já morríamos das gripes comuns.

Nós, periféricos de Altamira e refugiados de Belo Monte, vivemos dia após dia na catástrofe. Nosso normal é brutal. Até hoje, a maioria de nós sobreviveu ao genocídio silencioso porque, apesar de nossos corpos arrebentados por todas as violências, nos recusamos a desistir. Desta vez, porém, não conseguiremos sozinhos.

Precisamos da sua ajuda para arrecadar 40 mil reais para entregar 200 cestas básicas + produtos de limpeza para 200 famílias em situação de fome. O mapeamento das famílias foi realizado pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Movimento dos Atingidos Por Barragens, Coletivo de Mulheres Negras Maria Maria,  Coletivo de Mulheres do Xingu ,Movimento de Mulheres Trabalhadoras do Campo e da Cidade e Centro de Formação do Negro e Negra da Transamazônica e Xingu. Parte dos alimentos desta cesta serão adquiridos juntos a agricultores familiares e ribeirinhos da região de Altamira.

Brasis, ajudem-nos a não morrer.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-povos-de-altamira

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