Apoio Mútuo

Mudanças sérias precisam acontecer

Tag: tecnologia

Mapa da Resistência ao Coronavírus em Pernambuco

Apoie uma campanha no seu bairro;
Ajude na Resistência ao Coronavírus!

Conheça o Mapa Solidário

Se você tem vontade de ajudar a crescente população vulnerável em Pernambuco e não sabe como, acesse:

https://mapasolidario.riacho.info

Lá você pode procurar iniciativas solidárias próximas a você.

Basta clicar nos balõezinhos e ver informações sobre campanhas de apoio e dados para doações financeiras ou arrecadação de alimentos e materiais de higiene.

Muitas famílias têm enfrentado dificuldades para manter suas fontes de renda e atender necessidades básicas de alimentação e higiene com o avanço da pandemia da Covid-19 no estado. Algumas pessoas têm se organizado em campanhas para arrecadar alimentos, remédios e kits de higiene e ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade. Para fazer a ponte entre essas iniciativas e interessados em ajudar, a Rádio Comunitária Aconchego (Engenho do Meio) e parceiras/os criaram o Mapa Solidário (mapasolidario.riacho.info), que agrega até o momento 88 localidades na Região Metropolitana do Recife e em todo o estado de Pernambuco.

A navegação no site, simples e intuitiva, funciona como uma vitrine, que dá visibilidade a iniciativas de solidariedade e facilita o acesso de quem quer ajudar mas não sabe como. Ao acessar o site do Mapa Solidário, o doador ou a doadora pode navegar em um mapa e ver os pontos de doação distribuídos do litoral ao sertão do estado. Com um clique do mouse, é possível visualizar nome da organização, telefones de contato, site, rede sociais e link para fazer uma doação direta.

O Mapa Solidário reúne, até o momento, cerca de 20 campanhas. Há iniciativas de ONGs, organizações feministas (Fórum de Mulheres de Pernambuco, Casa da Mulher do Nordeste, Grupo Mulher Maravilha) e LGBTQ (Transviver), articulações de bairro e comunitárias (como GRIS Solidário/Casa Maria de Lourdes, Centro Comunitário Mário Andrade, Rede Tumulto, Caranguejo Tabaiares Resiste) além de campanhas que surgiram no contexto da Covid-19, como é o caso da Comunidade Frei Damião (Caetés 1). Entidades interessadas em divulgar suas campanhas podem preencher um formulário disponível no site e solicitar a sua inclusão, que será feita em até 48 horas.”

Mais que nunca, nosso bem estar depende de um esforço coletivo. A nossa saúde depende de medidas de higiene indicadas para combater o Coronavírus. E, principalmente, a sobrevivência de muitos depende da solidariedade dos que ainda conseguem manter sua renda neste momento crítico. Temos que substituir tédio por solidariedade.”, ressaltam os organizadores do mapa.

Serviço:
Iniciativa: Rádio Aconchego e parceiros
Site: https://mapasolidario.riacho.info
Contato: mapasolidario@riseup.net

Repositório Open Data Brazil: Covid-19

Todos sabemos que neste momento estamos enfrentando uma das maiores pandemias vividas pela humanidade e no Brasil o cenário é completamente alarmante; temos um chefe de estado que trabalha apenas em interesses da classe dominante, e esta por sua vez, não quer deixar a roda do engenho parar, mesmo que isto custe a vida de milhares de escravos.

Para aqueles que tenham interesse em desenvolver alguma solução com dados abertos uma alternativa é o repositório de código aberto da comunidade brasil.io, o projeto centraliza links e dados sobre boletins de números de casos das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) sobre os casos de covid-19 no Brasil, além de outros dados relevantes para a análise, como óbitos registrados em cartório.

O repositório esta disponível no github e já conta com 167 commits, 3 branches, 8 contributors e trabalha com a licença do código é LGPL3 e dos dados convertidos Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual.

Depois de coletados e checados os dados ficam disponíveis de 3 formas no Brasil.IO:

  • Interface Web (feita para humanos)
  • API (feita para humanos que desenvolvem programas)
  • Download do dataset completo

O projeto conta com uma boa documentação e ainda um FAQ para dúvidas. Para auxiliar nas decisões, normalização e checagem dos dados o projeto também conta uma metodologia de coleta de dados.

E se você ainda quiser contribuir para o projeto é possível colaborar em várias frentes:

  • Criando programas (spiders) para extrair os dados automaticamente;
  • Coletando links para os boletins de seu estado;
  • Coletando dados sobre os casos por município por dia;
  • Entrando em contato com a secretaria estadual de seu estado, sugerindo as recomendações de liberação dos dados;
  • Evitando contato com humanos;
  • Lavando as mãos várias vezes ao dia;
  • Sendo solidário aos mais vulneráveis.

Logo, se você me perguntar se confio nos números que dizem respeito a pandemia no Brasil, eu lhe direi com toda certeza que não, os números de testes realizados no país não são suficientes para mensurar a dimensão do problema e o número oficial de casos não é real. É muito óbvio que é mais uma tática de manter a classe trabalhadora produzindo e jogá-la à própria sorte, pois sabemos bem que políticas neoliberais estão atentas apenas às cifras.

Espero que esse artigo seja útil e que sigamos juntos construindo mecanismos de mudanças sociais através de softwares.
Que a força esteja com vocês.

@andreczip
Engenheiro de software, artesão de bits e pai da Luz.

Dicas para criar um canal de comunicação e marcar uma reunião da vizinhança

Lembre-se:

Reuniões são úteis somente na medida em que elas têm um objetivo. Tenha um objetivo claro e não se esqueça dele.

Você provavelmente está acompanhando notícias sobre como muitas comunidades em todo o país estão conseguindo organizar serviços de prevenção à contaminação e muita solidariedade em seus territórios sem ou com pouca presença do estado. Queremos que você sinta coragem para dar o primeiro passo para mobilizar a sua vizinhança. Utilize as dicas desse artigo para criar outras formas de estar em contato com as pessoas e tirá-las da apatia e da indiferença.

Estabeleça um canal de comunicação entre as pessoas que moram ao seu redor

Use o que for confortável para o maior número de pessoas, todas devem ser capazes de falar umas com as outras. Pode ser uma corrente de SMS ou e-mail, por exemplo. Você pode criar uma lista de email ou um grupo em algum chat que a maioria já utiliza. Provavelmente WhatsApp seja a opção mais prática e que as pessoas estão acostumadas com seu uso.

É importante pensar na segurança do grupo e os tipos de mensagens que vão circular. Nesse caso, o Signal pode ser uma ótima alternativa, já que oferece mais recursos de privacidade sem deixar complicado aquilo que precisa ser simples. Conheça os sete passos para a segurança digital no Guia de Autodefesa contra Vigilância.

Lembrem-se: nenhuma comunicação é totalmente segura

  • As conversas devem seguir um protocolo de segurança prévio.
  • Se seu grupo fala mais de um idioma, acolha todos os idiomas;
  • Se você fala vários idiomas, garanta que todas aquelas que falam apenas um idioma possam entender as partes mais importantes do que está sendo falado;
  • Se você fala apenas um idioma, procure ajuda com amigas e companheiras para tradução;
  • Ponha isso em prática o tempo todo, pode ser difícil no começo ou mesmo poderá tornar a conversa menos ágil, mas mantém todas juntas. É uma sensação poderosa superar essa barreira diária.

Encoraje a participação individual

Aquelas pessoas que não tem certeza se devem se juntar ao grupo provavelmente não vão aderir ao receber um email, uma corrente de SMS ou serem incluídas num grupo de WhatsApp. Tanto quanto for possível, ligue e mande mensagens individualmente para verificar como elas estão e para encorajar que participem – porquê é para o benefício delas e seu. Você saberá como encorajá-las se estiver conversando com sobre o que necessitam e têm para oferecer na vizinhança.

Organizar é construir relações em busca da ação coletiva. Se você tem a intenção de criar um grupo grande, isso significa que haverá uma considerável quantidade de moradoras para entrar em contato. Pode ser uma tarefa desanimadora, então compartilhe esse trabalho preferencialmente com outra pessoa do bairro, mas também pode ser uma pessoa que esteja interessada em ajudar.

Anuncie uma reunião da vizinhança para votarem suas demandas

  • Reuniões presenciais não são uma boa ideia em tempos de COVID-19. Isso cria uma série de dificuldades mas também pode fazer com que seja mais fácil do que nunca encontrar uma hora para marcar a reunião. Se o número de participantes for grande, use uma ferramenta como o Dudle para ajudar a encontrar uma data em comum;
  • Para fazer a reunião à distância sugerimos o Jitsi. Existem muitas opções de provedores de Jitsi para escolher, como por exemplo vc.autistici.org e calls.disroot.org;
  • Tenha em mente que nem todas as pessoas estão confortáveis com um computador ou sequer tem acesso a um. Garanta bastante tempo de preparação antes da reunião e use sua proatividade, compartilhe guias de como usar a ferramenta, como baixar e instalar o app para aquelas pessoas que vão acessar pelo celular;
  • Pode ser que uma reunião não seja necessária, por exemplo, se o seu prédio é pequeno e vocês já conseguiram chegar à um consenso sobre o que precisa ser feito e quais ações tomar. Avalie isso com cuidado, uma reunião, mesmo on-line, pode servir para aproximar as pessoas mas também pode gerar ou reforçar comportamentos desagradáveis dependendo das dinâmicas do grupo. Lembre-se: A comunicação não violenta é sempre a melhor saída.

Faça a reunião

  • Lembre a todas as participantes na véspera e na data sobre a reunião. Faça um lembrete geral e individualmente também. Não se sinta estranho por ser repetitivo, a reunião é importante e para o bem da vizinhança;
  • Tenha uma pauta simples. As pautas vão variar bastante de acordo com os objetivos da reunião, mas é bom começar com uma breve apresentação de todas as participantes e uma checagem. Exemplo: (1) Apresentação (Nome, como está se sentindo) (2) Como a Pandemia está te afetando? (3) Como podemos ajudar umas as outras?;
  • Tenha alguém para facilitar a reunião. Essa pessoa deve tentar manter a conversa no tópico, garantir que todas as pessoas se sintam incluídas e tenham espaço para falar, resumir acordos, e garantir que nenhuma tarefa fique sem alguém responsável por ela. Lembre-se: Muitas pessoas estão se sentindo muito sozinhas, é importante que a facilitadora tenha isso em mente e tenha sensibilidade ao trazer o foco de volta ao tópico de maneira a não fazer as pessoas se sentirem silenciadas. Propor momentos durante a semana apenas para falar como estão se sentindo e compartilhar anseios e necessidades emocionais pode ser um bom encaminhamento para garantir a união do grupo;
  • Tenha alguém para tomar notas. A tarefa dessa pessoa é anotar pelo menos os pontos mais importantes, quaisquer decisões tomadas e quem se compromete a fazer o que. Isso ajuda a saber o que aconteceu a medida que as coisas progridem e também para manter as pessoas que não puderam comparecer à reunião informadas;
  • Seja bacana mesmo com as pessoas que não compartilham das tuas visões políticas, ninguém quer replicar a lógica utilitarista de algumas vanguardas na vizinhança não é mesmo? O momento é de solidariedade.

Se a reunião da sua vizinhança deu certo ou se você tem outras ideias para articular a mobilização no bairro, utilize o formulário para enviar conteúdo e compartilhe conosco suas experiências. Valeu!

Coronavirus Tech Handbook

Um repositório colaborativo que fornece manuais, guias e dados em diversas áreas do conhecimento. Com muitas informações necessárias para entendermos as questões relacionadas à emergência global do Novo Coronavírus.

É difícil obter uma tradução exata para o nome desse repositório, pois podemos chama-lo de Manual Técnico do Coronavirus, ou Manual Tecnológico do Coronavirus. Tenho certeza que essa curiosa ambiguidade vai te surpreender quando você acessar o site.

Infelizmente a maior parte do conteúdo do repositório está disponível somente em inglês, mas muitas pessoas já estão se esforçando para fazer traduções em diversos idiomas, inclusive o Português falado no Brasil.

O site é uma ferramenta muito simples, bastante parecido com um arquivo do Google Docs, EtherPad e outros tantos que as pessoas que contribuem em projetos online já conhecem. É uma espécie de PAD do Coronavírus, já que recebe uma quantidade gigantesca de informações e colaborações simultâneas sobre a pandemia e ninguém precisa de grande conhecimento técnico para utilizar o repositório.

É lógico que há um preço à se pagar pela simplicidade, nem tudo é tão fácil quanto se imagina quando se tem milhares de acessos simultâneos. Pode acontecer das pessoas serem obrigadas a esperar um tempinho até a ferramenta carregar completamente. Mas vale a pena conferir todos os conteúdos relacionados ao COVID-19 disponíveis no site: cuidados médicos, epidemiologia, isolamento social, engenharia, voluntariado, tecnologia e outros tantos.

Evidentemente, todo o conteúdo está disponível como código aberto e qualquer pessoa pode utilizar para combater à desinformação, criar infográficos sobre a disseminação da epidemia, divulgar cuidados e protocolos de segurança (ao fazer compras no supermercado por exemplo), como aproveitar ao máximo o tempo em casa, desenvolver uma ferramenta de atualização em tempo real sobre o andamento de pesquisas científicas que estudam o vírus, instruções técnicas para configurar um respirador pulmonar e até mesmo os famosos arquivos para impressão 3D de diversos itens úteis nas emergências e unidades de tratamentos intensivos.

Algumas das seções são extremamente úteis para alertar-nos sobre a necessidade de reforçarmos nossas ideias sobre cultura de segurança digital ou ao organizar reuniões através de aplicativos e o uso de redes sociais para questões de organização de coletivos.

Mas o mais encantador desse projeto não é o seu nome maneiro, claro que não, mas é a forma com que, apesar das duras perdas e adversidades, essa pandemia será capaz de criar vínculos entre a medicina, profissionais da saúde, pesquisadoras acadêmicas, hackers e a sociedade civil capazes de mudar substancialmente a forma com que utilizamos aquilo que chamamos de tecnologia, dados públicos, conhecimento acadêmico e comunidade.

Para conhecer acesse: coronavirustechhandbook.com/br


Esse artigo foi criado tendo como referência essa entrevista no Techworld.

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