Apoio Mútuo

Mudanças sérias precisam acontecer

Tag: xingu

OS KUIKURO PEDEM APOIO PARA SE DEFENDEREM DA PANDEMIA (AIKAX, Xingu, MS)

As Nações Indígenas, diante do Covid-19, correm sérios riscos de serem dizimadas. Visando a prevenção e o bem-estar dos habitantes das comunidades indígenas do Alto Xingu, a Associação Indígena Kuikuro Alto Xingu – AIKAX, beneficiária da Campanha, está lançando um alerta vermelho: Precisa de ajuda com 3 itens importantes para se prevenir nesta quarentena.

Se você, como nós, não se conforma com essa realidade. Colabore!

Com o montante arrecado vamos comprar :

Remédios e equipamentos hospitalares como nebulizadores; 01 Motor de Popa 90 HP e Barco 12 metros; 01 Caminhão 4 x 4, zero km

Escutemos as vozes dos Guardiões da Floresta e façamos a nossa parte!

Esta luta e’ de todos!

Nós Kuikuro somos um povo de língua caribe, habitantes tradicionais do Alto Xingu. Vivemos na Terra Indígena do Xingu, estado do Mato Grosso, Brasil.

Por sua vibrante cultura, os povos xinguanos são conhecidos como egi otomo (mestres de cantos), kehege otomo (mestres de rezas), gekuilene otomo (mestres da alegria) ou inhanhene otomo (mestres do artesanato)”.

Habitando uma zona de transição entre o cerrado do Brasil Central e a floresta amazônica, nós ajudamos a preservar uma área vital para a sobrevivência do Planeta.

Agora estamos ameaçados pela pandemia do COVID-19. Temos presente na memória a devastação que as epidemias de varíola, sarampo e mesmo gripe causou em nosso povo. Sabemos o que é ver os parentes morrerem e nem termos forças para enterrá-los por estarem todos doentes.

Fechamos o nosso território para que ninguém contaminado aqui possa entrar. Mas essa é uma tarefa difícil e não sabemos por quanto tempo teremos que resistir. Não podemos depender mais apenas do governo. Temos que tomar a nossa chance de sobrevivência em nossas mãos.

Por isso, precisamos de ajuda para proteger as nossas terras e o nosso povo.

No momento em que o mundo para, temos que escutar, reconectar e ajudar aqueles que sempre nos ajudam a ouvir a natureza.

Por favor, apóiem o povo Kuikuro por meio de sua Associação. Os recursos serão destinados à defesa de nosso território e para atender possíveis emergências. No momento, ainda estamos com saúde e acabamos de realizar um grande ritual para a construção da Casa das Flautas (Kuakutu) no centro da aldeia.

Queremos continuar a dançar e cantar pela saúde do Planeta e das gerações que ainda estão por nascer.

Apoiem os Kuikuro!

https://www.catarse.me/indigenascontracovid-19

Apoie os povos do Território Indígena do Xingu

Campanha organizada pela ATIX-Mulher para arrecadar fundos para entregar cestas e produtos de limpeza para 875 famílias indígenas, isoladas nas 114 aldeias do Xingu.

A ATIX-Mulher é o setor de atenção a causa da mulher xinguana, que tem como sua base de apoio O Movimento de Mulheres do Xingu (TIX) e representa os 16 povos indígenas do Território Indígena do Xingu-TIX (Kalapalo, Kuikuro, Mehinako, Yawalapiti, Waurá, Yudjá, Kisedjê, Kawaiwete, Ikpeng, Kamayurá, Aweti, Matipu, Trumai, Matipu, Tapayuna e Naruvoto), uma população estimada em 8 mil pessoas no território localizado ao norte do Estado de Mato Grosso, próximo à divisa com Estado do Pará.

Hoje, nossas comunidades se isolaram em suas aldeias para se protegerem, com a memória do extermínio de muitos povos do Território Indígena do Xingu, que foram vítimas do contágio por doenças como a COVID-19 em um passado próximo. Extermínio de novo, não!

Em isolamento e com medo, nossas comunidades não podem ir as cidades para adquirir materiais básicos para o seu cotidiano. Suas poucas reservas de alguns materiais e produtos estão se esgotando. Precisamos de apoio.

Acesse: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-os-povos-do-territorio-indigena-do-xingu-contra-a-covid-19

Ajude os povos de Altamira! (Movimento Xingu Vivo, Altamira, PA)

Nós, periféricos da cidade mais violenta da Amazônia, a maioria negros, sobrevivemos com muito esforço em tempos normais. Nós, ribeirinhos expulsos por Belo Monte, costumávamos receber tudo da floresta. Hoje estamos confinados em Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUCs) nas periferias da cidade, ameaçados pela fome e pela doença, enquanto esperamos um reassentamento no reservatório da usina que nunca acontece. Nós, indígenas desaldeados, empurrados para as margens da cidade por aquilo que vocês chamam “progresso” e nós chamamos “morte”, temos ainda menos resistência a todas as doenças que vocês já trouxeram até nós. 

Nós, pobres expulsos de nossas casas perto do centro da cidade, onde ganhávamos a vida com dureza mas também com possibilidade, fomos jogados nos RUCs onde seguidamente passamos semanas sem nem mesmo água nas torneiras. Nós, que ainda moramos ao redor da Lagoa que, desde a construção de Belo Monte, transborda nas chuvas invadindo nossas casas com até metros de esgoto e de lixo, lutamos contra todos os vírus e bactérias e ainda contra a fome que nos engole um pouco por dia. Agora, estamos ameaçados também por uma pandemia.

Nós somos homens e mulheres que ganhavam a vida com bicos e que desde o aparecimento do novo coronavírus não temos mais para quem vender nossos pasteis, nossas tapiocas e também nossa força de trabalho, sempre alugada a preço de quase escravo, porque já não podemos andar nas ruas. Nós somos adultos e somos crianças trancados dentro de casas apertadas demais, muitas sem saneamento básico, num calor de mais de 30 graus e com a comida desaparecendo. Nós somos os desesperados da nova peste.

Nós, mulheres e homens, adultos e crianças de Altamira, enfrentamos, neste momento, um surto de dengue que abala ainda mais nossos corpos subnutridos. E enfrentamos tudo isso num sistema de saúde pública que não recebe recursos suficientes para enfrentar nem mesmo as doenças mais básicas. Nós já morríamos das gripes comuns.

Nós, periféricos de Altamira e refugiados de Belo Monte, vivemos dia após dia na catástrofe. Nosso normal é brutal. Até hoje, a maioria de nós sobreviveu ao genocídio silencioso porque, apesar de nossos corpos arrebentados por todas as violências, nos recusamos a desistir. Desta vez, porém, não conseguiremos sozinhos.

Precisamos da sua ajuda para arrecadar 40 mil reais para entregar 200 cestas básicas + produtos de limpeza para 200 famílias em situação de fome. O mapeamento das famílias foi realizado pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Movimento dos Atingidos Por Barragens, Coletivo de Mulheres Negras Maria Maria,  Coletivo de Mulheres do Xingu ,Movimento de Mulheres Trabalhadoras do Campo e da Cidade e Centro de Formação do Negro e Negra da Transamazônica e Xingu. Parte dos alimentos desta cesta serão adquiridos juntos a agricultores familiares e ribeirinhos da região de Altamira.

Brasis, ajudem-nos a não morrer.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-povos-de-altamira

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén